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Eu me dei conta de que
cada vez que um dos meus
cachorros parte, ele leva
um pedaço do meu coração
com ele.
Cada vez que um cachorro
novo entra na minha vida,
ele me abençoa com um
pedaço do coração dele.
Se eu viver uma vida
bem longa, com sorte, todas
as partes do meu coração
serão de cachorro, então
eu me tornarei tão generoso e cheio de amor como eles.            Autor desconhecido

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Histórico:

De origem anterior a Era Cristã, os Shar Peis habitavam as regiões oceânicas do sul da China, possivelmente na cidade de Dialak, na província de Kwun Tung.

 

Ficha:

• Nome de Origem: Shar Pei

• Outros Nomes: Chinese Fight Dog

• País de Origem: China

• Porte: Raças médias (aproximadamente entre 10 e 25kg)

• Classificação FCI: Grupo 2 - Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses suíços e raças assemelhadas. Seção 2 - 2.1 tipo Mastife

• Utilização: Defesa, guarda e companhia

• Características Básicas: Calmo, independente, leal e afetuoso a família.

 

A origem do Shar Pei é incerta. Pode ser um descendente do Chow Chow, a quem se assemelha pela língua azul. É possível que tenha surgido inicialmente no Tibete ou no Norte da China há 20 séculos, sendo que os primeiros exemplares da raça eram bem maiores do que os atuais. Existem obras de arte antiqüíssimas (Dinastia Han, 206 a.c) que retratam o Shar Pei. No passado esse excelente caçador de javalis e guardador de rebanhos, era também utilizado para combates, esporte extremamente popular na China. Sua pele solta dificultava o abocanhar dos adversários de combate. O tipo físico original do Shar-Pei foi se perdendo na própria China, a partir do final da década de 40. Foi o preço pago pelo mundo canino em conseqüência da Revolução Comunista no país em 1949. Nessa época, a raça quase foi extinta, porque a posse de cães foi proibido. Abriu-se uma exceção para os cães de camponeses que comprovadamente os usavam para caça, os demais só poderiam ter o direito de existir se seus proprietários arcassem com multas altíssimas. Caso contrário, a sentença era a execução, cumprida pelos soldados de Mao Tse Tung. Os cães não trabalhadores do país viraram alimento para o povo esfomeado. Os poucos Shar-Peis sobreviventes tiveram que enfrentar o problema da desnutrição. Alimentando-se apenas com sobras das mesas dos camponeses, começaram a diminuir gradativamente de tamanho. A desnutrição impede que o tamanho ideal determinado pelo potencial genético seja atingido. Assim, filhotes de pais desnutridos tendem a nascer menores e mais fracos, por isso, o tamanho das novas gerações continuou menor.

 

É um verdadeiro "sobrevivente" de uma história mais do que "difícil" e correndo por várias vezes risco de extinção. Recebeu do Guinness Book o título de cão mais raro do mundo nos anos 70.

 

Outro ponto que dificultou a conservação da raça original além da dura realidade de "desnutrição", foi que os poucos exemplares restantes enfrentavam simultaneamente o problema da consangüinidade, já que havia um pequeno número de cães puros para futuros cruzamentos, e ainda aos acasalamentos ocorridos com outras raças como o Buldogue Inglês, Bullmastife e Bull Terrier, visando obter cães mais promissores para as rinhas.

 

Nos anos 70, após apelos chineses, vários exemplares foram enviados para os EUA, onde criadores norte-americanos iniciaram um trabalho de preservação da raça.

 

Infelizmente, poucos exemplares mantinham as características originais, e a troca de informações para o resgate de um Shar Pei "ideal" era muito complicada, o que colaborou ainda mais para a existência de tipos físicos variados, justificando tantas alterações nos padrões estabelecidos para a raça até hoje.

 

Apesar de todo esse histórico conturbado, o Shar Pei conseguiu resistir e impor sua presença cativando um bom número de fãs, e demarcando seu território na mídia sem se tornar comum, mas que até mesmo aqueles que não sabem nada sobre cães reconhecem a raça, ainda que sequer saibam o seu nome.

 

Começou a ser trazido para o Brasil, no início dos anos 70.

 

Nos anos 80, filhotinhos enrugados ganharam as lentes da fotógrafa Anne Guedes com bebês cheios de dobrinhas em quadros apaixonantes que logo abriram caminho para postais e cartões com Shar Peis em situações carismáticas. Aparência completamente inusitada, o Shar Pei é um cão de tamanho médio, compacto, curto e quadrado, com rugas sobre o crânio e a cernelha. Musculoso sem ser atarracado.